Give me a cigarette


Ao som de Eclipse Oculto (Cazuza e Barão Vermelho) tento buscar uma fonte de inspiração, e tudo que vejo é uma imagem de um copo de conhaque com duas pedras de gelo, não sei o por que, deve ser minha genética alcoólatra tentando me dominar.
Faz dias que não escrevo sobre nada a não ser sobre mim mesma, minhas dificuldades, desespero, experiências, tudo focado numa coisa só: o tal do tédio.
Li várias vezes uns rascunhos no final de alguns cadernos, tentei tocar violão e nada. O único efeito foi que troquei a imagem do copo de conhaque que rondava minha cabeça, mas pela de um cigarro, preciso de inspiração e é como minha irmã disse a um tempo atrás, fumar ajuda a pensar. Nem vou ficar enrolando pra concluir o mesmo que ela, realmente cigarro ajuda a pensar.
E eu que nunca tive nenhum tipo de tesão pelo cigarro passei a ter. Uma droga tão forte, com mais malefícios que algumas das ilícitas como a maconha e não causa efeito nenhum? Como pode? Não ficar doidão? Finalmente encontrei o poder do cigarro, anestesiar os músculos de movimento e deixar uma neblina leve dando um certo quê de anos 70 e inspirando. E é disso que eu preciso.
Foi pensando nisso que cheguei numa conclusão ainda maior, cigarro dá uma inspiração leve de poeta mal resolvido. Eu preciso mesmo é de um charuto (o título devia ser Give me a cigar), porque o charuto também tem a capacidade de deixar o corpo leve e inspirar uma pessoa, mas é uma inspiração pesada que passa ar de certeza, mesmo que eu não a tenha.
Quando penso em charuto me vem logo na cabeça a imagem de pessoas como Hittler, apesar de ditador, um dos caras mais inteligentes que já pude estudar, e tinha uma firmeza no que dizia, uma tristeza obscura em suas artes (por mais que ninguém saiba ele pintava, e criou aquele símbolo do nazismo) e é disso que preciso, transparecer certeza de uma forma que ninguém entenda, mas mesmo assim abaixem a cabeça e pensem que estou certa.
Cigarro é para os poetas sofridos e apaixonados, que vão ceder à todas as vontades das editoras e escrever sobre suas amadas, charuto é para Nietzsches que vão contra tudo e todos, mesmo que numa tristeza pronfunda irão até o fim parecendo loucos com suas idéias depravadas. Give me a cigar.

... eu escrevo como quem fuma cigarro, queria escrever como os consumidores charuto cubano.

1 comentários:

Fernanda Pires 29 de agosto de 2008 17:53  

Fumas??
My God! (You don't belive, I know...)

Pesquisa

04/08/2009

No final de 2007 eu perdia o sono semanalmente pensando em algum texto. O cansaço físico me impedia levantar da cama para anotar os poemas, textos e frases que vinham à cabeça. Criei então o Segundo Lílian, em Junho de 2008. Postando anotações feitas na madrugada, sonhos rememorados na manhã seguinte, inspirações do meio do sono vespertino. Sem habilidade de escrita tive um blog trágico, perdi meus leitores e a vontade de escrever.
No final daquele ano resolvi criar o Insônia Registrada. Já que todos meus textos eram decididos durante a insônia, ou me tiravam o sono. Era um novo blog, pensado diferente, com novo tema, nova forma de escrita, novo visual - que já foi modificado uma dezena de vezes - além de agora um período de vida bem mais traduzível em letras.
Hoje, o blog já virou um vício. Textos, links, vídeos, descobertas, lembranças... tudo vem pra cá. Tirando o sono de quem lê também. Tamanho vício me levou a criar um blog de esportes, um de filme, participar brevemente de um blog de humor e me fez até perder a vergonha do Segundo Lílian.
Porque segundo Lílian, a insônia será registrada.