Contra a Ló
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Soneto
A retina dos meus olhos
Reflete esta rotina
Já estou cansada
De tanta internet
Agora minha vida é uma massa
De pizza toda aberta
E cada fatia um molho diferente
E cada dia um olho ardente
Um reflexo à mais
A minha retina
Nunca mais verá rotina
E este meu soneto
Dará sono
E não provocará sentimento de abandono
UI! POEMA RUIM É QUASE RELAXANTE, SÓ FALTA A PARTE QUE FAZ RELAXAR.
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Sem título, pode ser?
Milhares de páginas
Pela janela da casa
Saem e entram em mim
Pela sombra da vidraça na sala
A luz do sol
Fim de tarde sem mim
...
Por que foi deste jeito
Não sendo perfeito
Escapou tão assim
Já não ponho lençol na cama
Não visto pijama
Não durmo sem mim
Na segunda pessoa
Aprendi a amar
E descobri que já não há você
Só dois de mim
Para mim
Meu fundo do poço
Meu menino moço
Meu tropeço em cena
Mais que um esquema
Sempre foi meu delito
Meu ato ilicíto
E agora meu fim.
Mais poemas meus, menos cultura pro mundo.
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Velhos e crianças, tristeza sem fim

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O poeta está morto
O poeta morreu
Mas ainda está vivo
Cheio de dedos
Suas digitais
Marcadas no teclado
Está vivo
Na estante
Sua coleção de nãos
Todas fotografadas
Em lágrimas agonizantes
O poeta não morreu
Se é poeta
São poemas
E eles estão todos aqui
Espalhados pelo chão
Mesmo que cobertos de sangue
Tudo aqui
Lápis apontados
O copo
Meio vazio
Meio derramado
O poeta não vai acordar
E nunca mais vai dormir
Não dorme
Não vive
Não morre
Se fez imortal
Com seus poemas
De reflexos mortais
E o brilho de sua espada
Vem das lágrimas
Assim como todo os poetas
De triste se fez extinto
Quem é que escreve
De louco
Sobre o poeta morto
E quase prevê
Sua morte súbita
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Uma vida por quinze minutos de aula
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Bipolaridade é pouco

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